terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mudança

Estou tentando manter o rítimo de um post por semana, geramente escrevendo na quarta-feira. Sim, eu sei, hoje é terça! Mas quero aproveitar estes 10m que ainda tenho até o almoço para falar sobre mudanças.
Mudanças de cabelo, mudança de estilo, mudança de namorada ou namorado, de marido ou mulher, até de cachorro! Mudar, sair do lugar, criar movimento.
Geralmente mudamos quando algo nos aperta. Por exemplo, você estava namorando, quase que como de uma maneira natural acabou descuidando-se do visual, começou a criar uma barriguinha alí, umas gordurinhas lá e de repente, está solteiro. Nesta hora, ocorreu um chacoalhão em você, alertando para que se não ficar espertar e começar a se cuidar de novo, será dificil atrair uma pessoa nova ou reatar com a mesma.
Não dá para ficar esperando um chacoalhão para você mudar. Se está sentindo que aquela atividade que está fazendo não está te satisfazendo, seja trabalho ou até mesmo lazer, está na hora de mudar, procurar algo novo. As pessoas normalmente acostumam-se com um estado de conforto e acabam fazendo as coisas tudo no automático. Você acorda, toma café, vai trabalhar, vai para a faculdade, chega em casa e toma banho, janta, depois cama. No outro dia, a mesma coisa. Aí começam aparecer stress, raiva, insonia, tudo! Na vida profissional é a mesma coisa, se você está numa empresa onde não ocorre mudanças, mude a empresa ou mude você de empresa, por que uma hora ou outra, alguém vai mexer na sua zona de conforto, aí já pode ser um pouco tarde.
Opa! bóra almoçar! Tchau!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Jovens de sucesso

Há algum tempo atrás saiu em vários jornais, sites e revistas uma matéria sobre o inglês Christian Owens, um jovem de 16 anos que tinha na época 1 milhão de dólares na conta corrente. A primeira coisa que pensei foi que muleque de sorte, tão jovem e com uma grana dessa para gastar no que desejar. Porém, depois que li toda a reportagem, percebi o quanto a nossa cultura é diferente de algumas outras regiões do mundo.

O carinha com 7 anos de idade ganhou seu primeiro PC e com 10 anos aprendeu web design sózinho. Com 14 anos ele teve a boa idéia de vender um pacote de programas para usuários MAC a preço abaixo do normal, os clientes ficaram muito contentes por comprar por um bom preço, os criadores dos aplicativos também, pois vendiam mais e Chris, embolsou 700 mil libras. Um ano depois ele abriu uma empresa para colocar anuncios na internet, mais uma vez um sucesso tremendo. Chris é fã de Steve Jobes (dono da Apple) e quando perguntaram para ele por que não estava fazendo coisas que geralmente adolescentes fazem na sua idade, ele respondeu o que me deixou mais encabulado ainda: "Porque eu quero mudar o mundo". Alguém tem alguma dúvida que isto irá acontecer?

Também perguntaram para o Chris sobre o que os pais dele acharam sobre a idéia de ser um empresário adolescente. Chris disse que não só os pais o apoiaram como hoje TRABALHAM PARA ELE. Agora, pensem, quem de vocês teve apoio dos pais ou conhece alguém que teve, para montar um negócio próprio antes mesmo de ir para a faculdade? Tenho certeza que nenhum ou se não uma minoria. O que geralmente ouvimos é "estude e tenha um bom emprego". O tipo de pensamento enraizado na maioria dos jovens brasileiros, vindo de seus pais e consequementes dos avós, está relacionado a ter conforto e um emprego estável. Tá certo que atualmente os tempos são outros, as coisas estão relativamente mais fáceis porque não há inflação descontralada, ditadura militar, existe a internet, mas o fato é que no passado o governo apoiava muito pouco a criação de pequenos negócios, o foco estava na grandes multinacionais, latifundios, etc, por isso, nossos pais eram atraídos para as grandes cidades com a esperança de conseguir um emprego em uma grande fábrica. Mas espere aí, se agora está mais fácil ser empreendedor no Brasil porque tem uma economia relativamente estável, financiamentos, apoio técnico, várias oportunidades, por que ainda temos poucos casos de jovens empreendedores de sucesso no Brasil? Ah sim...ia me esquecendo, a cultura.

O que geralmente ocorre é a pessoa especializar-se numa profissão simplesmente porque o pai é da área ou porque o retorno financeiro é "garantido", mesmo que não seja o aquilo que realmente goste. Difícil o pai que diz "filho (a), estude, forme-se, abra a tua própria empresa e fique milionário (a)". Não estou dizendo que ter a sua própria empresa é garantia de felicidade e dinheiro certo, é preciso levar em consideração o que gosta de fazer e aonde quer chegar. Existem escolhas: prefere ter um emprego estável ou negócio onde seja necessário arriscar para ter maiores retornos, obter um rendimento fixo ou ser remunerado de acordo com sua capacidade, andar de carro popular 1.0 ou ter um esportivo no valor de R$ 1 Mi.

Como diz a velha conhecida frase do grande empreendedor Henry Ford: " Se você acha que pode, está certo, se você acha que não pode, também está certo" A escolha é sua.

Obs: Tenho um carro 1.0, um emprego com salário fixo (risos). Mas tenho como meta abrir uma empresa própria (mesmo que ainda continue trabalhando no lugar onde estou agora, pois gosto daquilo que faço) e comprar um carro esportivo, não precisa ser de 1 milhão, uns quinhentinhos aí já serve.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Faculdades Spei

Tá aí uma faculdade que merece ser reconhecida. Na avaliação feita pelo MEC em 2010, a SPEI ficou com nota 4 numa escala de 1 a 5. Nota que eleva o nome da faculdade num patamar que só as melhores faculdades de Curitiba tem. Ainda falta muito para alcançar o reconhecimento que as outras faculdades "boas de marketing" tem, mas acredito que isso tem mudado muito nos últimos anos.

A faculdade tem um modelo de ensino que a diferencia das demais e que há muito tempo as concorrentes tentam copiar: o Trabalho Multidisciplinar (TRM). Todo semestre é feito o TRM, apenas no último ano é que ele sai de cena para dar lugar ao famoso e destemido TCC. Digo destemido e não temido TCC porque depois de ter feito pelo menos 6 TRMs, o TCC fica fichinha. E é aí que está o grande diferencial da faculdade. Logo no primeiro semestre do curso, os professores exigem que você monte um teatro, baseado geralmente em um livro famoso de um autor nacional, dentro da peça é necessário os conteúdos que você viu e vair naquele período, elabore o trabalho escrito de acordo com as normas da ABNT e ainda apresente para os alunos da sala ou mais ainda, para todos da faculdade. E isso tudo vale um terço da nota, ou seja, se não for bem, pode pegar final fácil fácil. Todos os semestres é a mesma história: montar grupo, definir tema, fazer trabalho de acordo com normas, apresentar e defender na banca. Por isso, quando se chega ao último ano, nada mais surprende. Nesta altura, o cara já se acostumou a brigar com os colegas, a pesquisar referências, criar textos, fazer pesquisas de campo, apresentar na frente dos alunos e dos professores, montar apresentação, e o principal, perder o medo de falar em público.

Conversei com colegas de outras faculdades, muitas delas prestigiada. Eles comentam que não existe este tipo de trabalho e que só fazem apresentação de verdade, com defesa de banca e tudo mais no TCC. Por isso, para os caras é temido e para os alunos da SPEI não passa de mais um trabalho TRM, só que desta vez é o último.

No primeiro semestre eu fiz uma apresentação sobre um dos prefeitos de curitiba. Já no segundo semestre foi feito um teatro sobre o livro Pico na Veia do autor paranaense Dalton Trevisan. No terceiro semestre o meu grupo precisou criar uma empresa inovadora, na época criamos a Cochilu's, uma empresa voltada para quem precisa tirar umas sonecas rápidas. No quarto semestre fizemos consultoria em uma empresa fabricante de equipamentos para mineração, sugerindo melhorias e custos de implantação. No quinto semestre foi feita uma consultoria em uma das maiores redes de hipermecados do Paraná (Condor), no qual criamos um projeto de responsabilidade socioambiental. Todos feito com um grupo de 4 a 6 alunos, com direito a trabalho escrito dentro das normas, referências bibliográficas, conteúdo estudado no semestre, apresentação e defesa de banca.

Neste período (sexto) faremos um TRM chamado E-business. É isso mesmo, teremos que criar um negócio inovador na internet. Segundo ex alunos, é o mais difícil de todos. Se realmente é eu não sei, mas tenho certeza que vai ser f*&*.

Antes que alguém pense que não entra ninguém no meu blog, o que não deixa de ser verdade (rsrs), reforço que este blog é para ajudar quem tenha interesse em fazer o curso de ADM, mas principalmente, para eu não esquecer e sempre refletir sobre os conteúdos abordados nas aulas e nas leituras relacionadas ao assunto. Desta forma, não faço nenhum esforço de divulgação, apenas nas contas de redes sociais, mailing, links patrocinado, adesivação do meu carro, uma kombe com musiquinha rodando pela cidade, banner no ônibus, folders distribuídos nos semáfaros.......